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Rasto de Sangue - Capitulo Sete

Nada interessava, apenas perceber que John a olhava surpreso, mas com desejo.
Beth nem sequer se vestira, apenas pegara numa toalha e descera até á sala, onde agora encarava John. Beth eliminou a distância que os separava e agarrou-o, colocando os braços em redor do seu pescoço. Beijou-o com tudo o que tinha e sentiu algo de encontro ao ventre, numa zona baixa. Sabia que John a teria para si, ali mesmo.
Arrancou-lhe a camisa e John deitou-a sobre o sofá, retirando a toalha e lançando-a ao chão.
Beth gemeu. Apesar de John ser um homem alto e forte, tocava-a com delicadeza e suavidade, com as suas mãos fortes e sábias. Beth perguntou-se, porque não se tinha deixado levar mais cedo...

 

Beth apanhou o cabelo num rabo de cavalo, mas deixou-se ficar em frente ao espelho. Algo estava diferente. Ela estava diferente. Tinha uma nova cor no rosto, um olhar mais atento... Continuava abalada pela morte do pai, claro, mas de alguma forma, o que acontecera entre ela e John permitira-lhe escapar á realidade por um belo par de horas. Beth sorriu, um sorriso timido, fora ótimo. Só não esperava que John repetisse a coisa duas vezes. Seguidas.
Respirou fundo, e saiu do quarto, descendo as escadas. A sala não apresentando qualquer sinal do que acontecera.
John estava sentado no sofá, olhando o vazio, inclinado para a frente e com os cotovelos apoiados nos joelhos. Beth permitiu-se observá-lo. Parecia-lhe uma estátua, elaborada por um artista de renome e com um toque dos deuses. Sim. John poderia ser um Deus. Um guerreiro de pele morena e cabelo escuro, de peito nu e espada na mão, montado num cavalo negro...
Beth afastou tais pensamentos. John estava vestido, na sua sala, esperando-a, vestido e sem cavalo algum.
Ele olhou para o lado, levantando-se assim que a vira. Aproximou-se cautelosamente, com uma expressão atenta, como se não soubesse como Beth iria reagir. Ele esperava que Beth o expulsa-se de casa?
- Beth...
Ela sorriu, tocando-lhe no braço com a ponta dos dedos.
- Isto não foi errado. - Disse ela. - Eu queria, tu também. Por isso nada de desculpas. - Olhou-o nos olhos. - Mas... Eu não estou pronta para uma relação. Além disso, tu sabes que ultimamente as pessoas á minha volta tem tendência para... - Beth baixou o olhar.
- Eu não vou a lado nenhum. - John ergueu-lhe o rosto.
- Eu morreria se te levassem para longe de mim. Mas... Tens de concordar que não estás a salvo.
John sorriu.
- Vou contratar um guarda-costas. É o primeiro tópico da minha lista neste momento.
Beth riu e John sentiu-se melhor por vê-la assim.
- Ouve. - Disse ele. - Ok, nada de relações. Eu tenho tempo... Trinta e poucos não é ser-se muito velho. - Sorriu. - Posso esperar. Só quero que fiques bem. - John soltou um esgar. - E que aquele maldito desapareça!
Beth assentiu.
- John preciso de... Sair daqui. Preciso de me mexer, de fazer qualquer coisa de útil.
- Se abrires o bar só terás pessoas a lamentarem o sucedido.
Beth gemeu. Isso era a última coisa que queria.
De repente, John olhou-a com uma expressão matreira.
- Onde é que disseste que o outro cabrão vivia?

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