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O país em chamas

Depois de sair, por um bocadinho aqui do estaminé, ouço o meu namorado dizer "aquele começou á pouco, e não deve ser assim tão longe". Olho e reparo numa mancha, esbatida, que cobre aquela zona do céu, para lá dos montes.

Sim, mais um incêndio. Onde não sei, ainda.

Sou sincera, não gosto de incêndios e acho deplorável as pessoas pegarem fogo ás matas só porque sim. Só para verem arder. Só para verem ação e aparato. Acho isso de uma crueldade tremenda e falta de humanidade. Sim, humanidade, porque ardem florestas, morrem pessoas, animais, casas são destruídas, carros...

As minhas orações estão com as pessoas que, neste momento, passam por isso, que perdem tudo, ou quase tudo, por culpa de alguém que não pensa nos outros. Que lutam para que o fogo não destrua o pouco que têm. E, claro, para aqueles que vestem a farda, entram nos carros e enfrentam o fogo quando todos os outros fogem, arriscando a vida para salvar a dos outros. Que passam noites e dias, sem descanso, a enfrentar as chamas.

Se eu mandasse, os bombeiros seriam reconhecidos mais vezes, seriam mais vezes ajudados, o ano todo, não só quando algum perde a vida ou fica ferido. Ser bombeiro não é só naquele momento, é o ano todo.

 

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