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Explicas-me or Not?

No outro dia, a minha querida primita deu-me uma ideia. Aliás, não deu, reavivou-se a ideia que já tivera antes.

Ora, quem a ajuda com os trabalhos de inglês, traduções, etc, sou eu. Logo, ela veio para minha casa de mochila ás costas, mas foi parada pela tia que lhe perguntou se ela andava em alguma explicadora, ao que ela respondeu que não, que era eu que a ajudava. A tia, perguntou logo quanto eu levava, para lá pôr o miúdo dela.

Ora, isto deixou-me a pensar, porque já não é a primeira vez que acontece. As pessoas dizem sempre: "olha, tu é que podias dar explicações!", "olha, com as notas que tinhas a inglês, eu deixava-te ser explicadora do meu filho!", "olha, com esse sotaque e a dominar assim o inglês, porque não pensas nisso?".

Sem pressão nenhuma, certo? hehehe.

Mas realmente, aquilo deixou-me a pensar. Até porque, tudo o que sei agora, a maioria aprendi sozinha, porque eu na escola não ligava nenhuma ás aulas de inglês, só queria saber os básicos, tudo o resto eu aprendia sozinha. Aprendi a puxar pela cabeça, a ler livros em inglês (sem qualquer tradução), a ver filmes sem legendas, a estudar a gramática á minha maneira, até a traduzir músicas, porque queria saber o que cantava e isso ajudava-me com vocabulário.

Além de tudo, eu até gosto de ensinar inglês. Acho divertido!

É, realmente, uma coisa a pensar. Ainda por cima aqui, nesta santa terrinha, onde quase todos os alunos se queixam do inglês, que lhes dá cabo dos nervos.

4 comentários

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    Lêh 02.11.2016 11:31

    Sim, isso é verdade. Eu lembro-me que o português nunca me cativou, maioritariamente pela forma como era ensinado. E o francês então... Gostava, era uma lingua nova (na altura) e aprendi, claro, mas era ensinado de forma aborrecida e sempre igual, os professores nunca conseguiram cativar-nos daquela forma que nos faz querer saber mais e mais.
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    Catarina 02.11.2016 12:36

    Aprendi mais francês através de uma aplicação do que nos 3 anos de francês na escola. Neste momento, foquei-me no espanhol por ser mais fácil de aprender e de praticar. Mas tenciono voltar ao francês.
    O português é muito mal ensinado. Existe muitas coisas essenciais para o futuro que não são treinadas nos anos todos do ensino de português. Por exemplo, as únicas vezes que pratiquei a escrita foram durante os testes. Como raio querem que as pessoas depois tenham capacidade de escrever relatórios e afins se o básico não foi treinado. Infelizmente sei que não sou caso único. Conheço muita gente que reclama do mesmo: centra-se demasiado o ensino na gramática do que na escrita. Ainda estou para ver onde é que o conhecimento do que é uma oração subordinada me vai ser útil (provavelmente quando concorrer ao Quem Quer Ser Milionário, ou algo do género).
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    Lêh 02.11.2016 14:48

    hehehe sim, só se for aí. Eu concordo com tudo o que escreveste, até porque, grande parte do que aprendi, pelo menos em linguas estrangeiras, foi fora da escola. E o espanhol então, aprendi á minha custa.
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