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Como escolher?

Há dias em que odeio esta capacidade que temos de querer muita coisa ao mesmo tempo. Isso só nos deixa confusos e sem saber a qual delas dar prioridade.

Por um lado, temos uma ideia e um desejo que já andamos a namorar á anos, que todos os dias pensamos nele e queremos muito vê-lo realizado. E porque continua por realizar? Porque existem prioridades e porque, esse tal desejo, seja um pouco dispendioso.

O outro? Bem, o outro seria bem mais simples de realizar, mas acarreta responsabilidades enormes! Já agora, alguém me pode explicar como parar um relógio biológico que decidiu dar um ar de sua graça? Com toda a sua força?

Sim, este último desejo suplanta qualquer outro, afinal, o que pode competir com um relógio biológico, louco e desejoso de dar frutos? Já tentei acalmá-lo, mas não consigo, mesmo já tendo tido um filhote...

Há dias em que não apetece saltar da cama para, simplesmente, não termos de pensar em nada. Mas a vida é feita de escolhas, e temos de viver com elas.

 

Querias... Pois, mas não.

O tempo está cinzento, a chuva cai mais vezes do que aquelas que queria e o ar é frio. Apetece um casaco quentinho, um chá, um bom livro e passar a tarde sentada no sofá, aninhada com uma manta...

Mas que estás tu a dizer, Lêh? Não podes dar-te as esses luxos! Estás a trabalhar que também é muito bom. Quais férias? Quais folgas? Quais tardes passadas a ler, a descansar? Deixa isso para o P. que hoje deve passar o dia todo a dormir, por estar de folga e sozinho em casa.

Reclamo, sim, mas sabem que mais? Eu até gosto do que faço, mesmo sem férias. Mas, confesso, que uns dias não faziam mal a ninguém.

Já conhecem a MaisCupão? Não? Mas deveriam!

Adoro fazer compras online. Sim, ás vezes não apetece sair de casa, enfrentar o trânsito, as filas nas caixas... Por isso esta plataforma é ideal!

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Experimentem e boas compras, sem sair de casa.

 

 

Neste mundo há...

coisas boas. E depois há as dores de cotovelo, que são lixadas e dificeis de suportar.

E, porque não devem ter mais nada para fazer, metem-se nos braços das pessoas, coitadas, que lá as vão acarinhando até elas passarem a fazer visitas regulares.

Eu já tenho uma lista enorme de pessoas a quem vou apresentar as minhas contas no final do mês, por causa dessas ditas dores, que as levam a ter comportamentos que sempre juraram repugnar.

Relembrando o 11 de Setembro

Lembro-me como se fosse hoje. Estava sentada no sofá, na casa onde vivi até á pré-adolescência, com a televisão ligada e a minha mãe de volta das coisas na cozinha.

O choque de, de repente, ver duas torres na cidade de Nova Iorque e, outro choque ainda maior, quando percebi que aquilo que se dirigia a uma delas era um avião. Na altura aquilo fez uma confusão tremenda na minha cabeça. O que era aquilo que eu estava a ver? O que estava a acontecer e porquê? Porque estavam a matar pessoas daquela maneira? Aliás, porque estavam a matá-las e pronto?

Após o segundo embate, eu já estava petrificada em cima do sofá, a olhar todo aquele aparato e depois, automaticamente, as mãos subiram até á minha boca quando a primeira torre caiu. Mas o choque maior, foi ver as que se atiravam das janelas, tão desesperadas que viram ali a solução para fugirem ao fumo e ao calor infernal que cada andar atingiu, depois do impacto.

Admito que aquilo foi muito pesado para mim, mas não me assustou. Pelo contrário, abriu-me a mente para o que se passava no mundo, para aquela ameaça que se expunha daquela forma tão bárbara e desumana. Deu-me pena, todas aquelas mortes de pessoas inocentes, que estavam no avião errado, á hora errada, bem como aquelas que se encontravam nas torres e arredores.

Foi o primeiro ato deste género que ficou gravado na minha mente a ferro e fogo. E nunca, mas nunca cheguei a perceber o porquê. Só depois descobri que, antes do 11 de Setembro, o World Trade Center sofreu um incêndio em 13 de fevereiro de 1975 e um ataque a bomba em 26 de fevereiro de 1993.

Odeio o facto de o ser humano ser capaz de coisas tão horriveis quanto esta. Acredito que o bem não pode existir sem o mal, mas deveria. O mal é horrivel. Deveriamos ser capazes de amar tanto, ou mais, como somos capazes de odiar.

 

E o dia de ontem?

O dia de ontem correu muito bem!

Depois de muito pensar, e aquela troca de olhares entre mim e o meu P., decidimos dizer "que se f***!" e levar o pequenote connosco. Visto que o P. vai ficar de férias e teremos tempo para nós. A sós.

Por isso, bem cedinho, esta vossa amiga levantou-se, arrumou o que faltava e acordou "os homens da casa". Rumámos á cidade, onde paramos para fazer as últimas compras para a viagem. Depois disso, "pé na tábua, prego a fundo" e até á próxima paragem.

Parámos na praia da Tocha, onde estava um sol quentinho... Até meio do caminho. Assim que nos aproximámos mais do mar, vimos um nevoeiro cerrado, que não havia meio de levantar. Mas não estava frio. Decidimos ver a pequena feira que havia por lá, ir ao mercado comprar um balde com uma pá para o miúdo e almoçámos por lá, pensando que o tempo melhoraria até lá.

Nada, continuou igual. Ao fim de almoço tentámos ir até ao mar, mas continuava igual. Decidimos seguir por uma estrada até á Figueira da Foz. Mas o raio da estrada tinha mais buracos que um queijo suíço. Parecia que dançávamos dentro do carro. Bem, o miúdo lá adormeceu com tanto balanço.

Chegámos á Figueira com muita risada e parvoíce da minha parte e da do P., pois ele estava sempre a meter-se comigo por causa do tempo. Na Figueira estava ótimo! Um sol quente, um céu limpo (sim, o maldito nevoeiro começou a desaparecer... ou seja, poderiamos ter ficado nma Tocha)... Mas um ventinho fresco... De arrepiar. Mesmo assim, qual belo grupo de ciganos, montámos acampamento na areia e ali ficámos.

Foi ótimo. O miúdo brincou e já não detesta a praia. É algo para repetir.

Rasto de Sangue #5

Já percorrera a casa toda, dera voltas e mais voltas mas não conseguia encontrar a maldita caixa. Vasculhara todos os cantos e recantos, todos os esconderijos que poderiam ter passado pela cabeça do meu irmão e nada.
Sentei-me, exausta no sofá. Entrar ali, no quarto dele outra vez, fora terrivel. Ainda estava tudo como ele havia deixado, pois não me sentia capaz de enfrentar a verdade. Cheguei mesmo a chorar, soltando gritos abafados, quando me apercebi do desaparecimento da malfadada caixa. Tudo me passou pela cabeça, desde a morte do meu irmão, que o impedia de a entregar pessoalmente, ao facto da ameaça patente nas palavras de Eric.
Se eu não encontrasse o que ele queria, iria tornar-me num objeto que ele conseguiria controlar, mas isso eu não podia permitir. Não podia pensar no que ele iria fazer comigo, ou no que ele me iria obrigar a fazer...
O telemóvel tocou, assustando-me e devolvendo-me á realidade. Segurei-o ainda com mãos trémulas e atendi a chamada.
- Estou bem. - Respondi, depois de ver quem era.
- Abre a porta.
Olhei pelo vidro e vi John de pé, no pequeno alpendre. Desliguei, enfiei o telemóvel no bolso das calças e levantei-me, derrotada, para abrir a porta.
John olhou-me de alto a baixo e percebi que ele detectara algo. Eu contara-lhe a verdade, na noite anterior, depois de Eric ter deixado o bar. John queria persegui-lo, ameaçá-lo, mas algo me dizia que isso não era a coisa mais sensata a fazer. Eric emanava poder e perigo, e eu não podia perder a única pessoa que me conseguia manter de pé. Custava admitir, mas era a verdade. John era o meu porto seguro.
- Não encontraste nada. - Disse ele.
Deixei-o junto da porta e sentei-me novamente.
- Não. - Gemi, fechando os olhos.
Senti John sentar-se do meu lado e olhei-o.
- O Ryan não tinha outro lugar onde pudesse esconder a caixa? - Perguntou John.
- Não. Ele não tinha nada, só a mim e ao meu pai.
John ficou em silêncio e eu fechei os olhos, concentrando-me na minha respiração e impedindo-me de gritar ou chorar.
De repente, o meu telemóvel começou a tocar. Peguei-lhe mas não reconheci o número e, a medo, lá atendi.
- Beth Miller? - Perguntou uma voz do outro lado.
- Sim?
- Fala o Eric. Por acaso já encontrou a minha caixa?
Gelei. Como é que ele sabia o meu número de telemóvel? Perguntei-lhe isso mesmo, e a resposta dada fez-me estremecer.
- Minha queria, eu tenho sempre tudo o que quero. Nem que seja um simples número de telemóvel.
Fiquei tonta e senti a mão de John no meu braço. Fechei os olhos.
- Ainda não a encontrei. - Respondi. - Procurei por todo o lado, mas o Ryan deve tê-la...
- Penso que ficou bastante claro o que lhe disse antes. - Disse Eric. - Tem três dias para encontrar essa caixa, a contar com o de hoje. Três dias. Nada mais. Se não a encontrar... Vai trabalhar para mim. - E desligou.
Fiquei ali, com o telemóvel no ouvido, percebendo que John tentava chamar a minha atenção, mas sem conseguir retribuir. Eu estava condenada, porque era óbvio que a caixa nunca iria aparecer. Pensei na mulher sentada á mesa de Eric. Eu não iria tornar-me numa delas, nem em outra coisa qualquer. Eu, simplesmente, preferia morrer a trabalhar para Eric.
Além disso, suspeitava que não iria só trabalhar para ele. Algo me dizia que passaria a pertencer-lhe.